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February 05, 2007

Olhando para o fim de semana

Yannick Djaló e o espaço a ocupar.
Moutinho: o pequeno monstro.
Lita: lança africana em Inglaterra.
Em vez de Wender, Vandinho!

YANNICK DJALÓ E O ESPAÇO A OCUPAR

Ver Yannick a jogar no apoio a Liedson nos jogos do Sporting dá aflição, especialmente se descair para o lado direito. A questão da marcação defensiva prende demasiado o jovem leão, que assim não vê rentabilizado o seu papel ofensivo no jogo da equipa. Com a transição do sistema de jogo do passado sábado para um 3-5-2, onde Djaló assumiu o papel de médio-ofensivo, o futebol do Sporting ganhou consistência, criatividade e coerência, que era precisamente o que não estava a acontecer nem com Nani, nem com Carlos Martins, nem com Moutinho.
É dos pés dele que descobre Romagnoli para o segundo golo, é ele que faz a assistência para o quarto e mesmo assim, mostrou disponibilidade para servir de primeiro tampão defensivo às situações de transição defesa-ataque do Nacional.
No fundo, Paulo Bento enfrenta um dilema, que é o de não saber onde colocar Djaló a jogar no esquema de 4-4-2. A opção foi criada este fim de semana. Será que vai haver mais jogos destes???

MOUTINHO: O PEQUENO MONSTRO

João Moutinho só tem um contra: 1,70m! Mas mesmo assim, com esse tamanho, Moutinho consegue ser um monstro dentro de campo quando assume a posição "6" no esquema losangonal de Paulo Bento. A sua propensão para jogar curto, simples e directo faz com que seja a pessoa mais indicada para desempenhar essa função, pese embora o treinador do Sporting o coloque a jogar numa posição mais de médio-interior, quer seja à direita ou à esquerda. Quando recua, Moutinho tem uma perspectiva mais ampla e linear do que é que tem de fazer dentro de campo. O Sporting e o futebol agradecem. Era bom que Paulo Bento também percebesse isso...

LITA: LANÇA AFRICANA EM INGLATERRA

Leroy Lita é o nº8 do sensacional 6º classificado da Premier League, o Reading. Com 13 golos apontados, o congolês mostra a sua habilidade para marcar nas redes contrárias, aliando a velocidade à rapidez de execução e a técnica ao poder de choque que detém.
Canhoto de origem, Lita também consegue arranjar espaço para o pé direito, aproveitando para trucidar defesas contrárias, como a do Manchester City neste último fim-de-semana. Um jogador a observar...

EM VEZ DE WENDER, VANDINHO!

Devo confessar que nunca fui grande fã de Wender. Aquele ar desengonçado, que cai ao primeiro toque que lhe dão, que protesta por tudo e por nada, nunca me fizeram seduzir como jogador de futebol. Ainda por cima, foi para Alvalade fazer um papel de exigência de Peseiro, sem nunca mostrar o porquê. Voltou a Braga e marcou logo dois golos à antiga equipa e cedo se falou dele como renascido. Continua a não ser convincente. Ao invés, outro brasileiro encanta pela simplicidade de processos que a sua posição exige. Vandinho é um ilustre jogador que em Braga potenciou aquilo que Carlos Brito lhe incutiu enquanto esteve no Rio Ave. Joga simples, prático e com uma simplicidade que até mete impressão. Sabe sempre o que vai fazer e como vai fazer, sendo o complemento perfeito para Andrés Madrid no meio-campo arsenalista. É apenas uma questão de olhar mais para um (Vandinho) do que para o outro (Wender). Assim o queiram...

Publicado por Danielovsky às February 5, 2007 07:04 PM

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