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February 21, 2007

O bluff compensa

Quem tivesse ouvido José Mourinho ontem a dizer que vinha jogar para o empate com golos, certamente ficaria surpreendido com tamanha declaração, uma vez que o treinador português não costuma declarar “medo”.

No entanto, e com o desenrolar do jogo de hoje no Dragão, Mourinho cedo percebeu que o empate com golos é motivo mais do que suficiente para em Londres, com o plantel já bem mais composto, poder explanar o seu futebol largo e conciso.

O FC Porto apareceu com uma vontade súbita de querer resolver o jogo e quem disser que este FC Porto não depende de Ricardo Quaresma apenas está a negar o inevitável, uma vez que o jovem jogador é o principal motor de essência criativa que emana naquela equipa, a par de Anderson, entretanto lesionado.

Jesualdo Ferreira optou mais uma vez por partir a equipa na segunda parte. Depois de uma boa primeira parte e início de segunda, o “professor” retirou Raúl Meireles (cansaço???) e assim deixou a Lucho a tarefa de assegurar a transição defesa-ataque contra jogadores como Makelelé, Lampard e Ballack, perdendo-se fisicamente e ressentindo-se disso a equipa.

Por sua vez, Mourinho, ao ver que a sua equipa ia “controlando” o jogo, apostava na famosa circulação de bola para desgastar o adversário (Lucho neste caso) e ganhar posse territorial sobre o meio-campo portista, assegurando assim o empate e vendo Drogba atirar uma bola ao poste, nos instantes finais de jogo.

Dia 6 de Março, Stamford Bridge vai assistir à segunda-mão. Teremos mais do mesmo?

Publicado por Danielovsky às February 21, 2007 10:08 PM

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