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October 17, 2006

Celtic - Benfica

"Se eu tivesse o telemóvel de Deus, seria tudo mais fácil!", quem o diz é Carlos Bianchi. E bem que poderia dizer o mesmo Fernando Santos, que após uma exibição convincente, segura e tranquilo no último Sábado frente a um U.Leiria, não conseguiu chegar a 50% desse espírito na noite de hoje, em Celtic Park.

Utilizando a mesma equipa que ganhou no Magalhães Pessoa, mas com a introdução de Alcides no lugar de Nélson, Fernando Santos optou por defender-se das bolas altas, do que atacar pelo lado direito, deixando o Celtic com a tarefa facilitada para atacar pelo seu corredor esquerdo e para Nakamura brilhar.

O Benfica teve de sofrer nos primeiros 10-15 minutos com a pressão exercida pelo Celtic com as suas bolas altas. Alcides fechava no meio, Katsouranis recuava para o lado direito e o meio-campo aparecia depois coxo, já que Simão, Nuno Gomes e Miccoli raramente recuavam.

A partir dos 20 minutos pensou-se que o Benfica ia por fim tentar fazer algo parecido com o que tinha acontecido em Leiria com triangulações, passes rasteiros e desmarcações. No entanto, os remates perigosos eram todos feitos de fora da área e em contra ataque.

Com o início da segunda parte, o pressing do Celtic foi igual ao da primeira parte, mas com efeitos diferentes. Maloney (bom jogador) desenvolveu uma jogada no meio-campo do Benfica (carente de marcação) e soltou para a linha, Alcides estava a fechar o meio e como tal chegou tarde ao cruzamento rasteiro que permitiu a Miller apontar o primeiro golo da noite.

Logo após, um contra-ataque mortífero e que serviu para explicar a Fernando Santos a teoria do contra-ataque, Miller rebentou com qualquer esperança do Benfica pontuar em Glasgow.

Fernando Santos ainda colocou Nélson e Fonseca, para actuar num esquema de 4-4-2 explícito, mas também não é explícito porque é que Manú não é sequer convocado.

Evander Sno, uma das promessas do Celtic mostrou a Petit o que é jogar e fazer a transição defesa-ataque: ou seja, não inventar, jogar pelo seguro, não comprometer, procurando sempre pela solução mais óbvia.

Para além disso, a quebra física da equipa encarnada foi bem visível, a partir do segundo golo do Celtic. Porque será?

Publicado por Danielovsky às October 17, 2006 10:04 PM

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