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March 09, 2006
Day After
Com as ideias mais claras e concisas, sem estarem tão imberbes em emoção, a análise ao jogo do Benfica de ontem à noite resume-se a duas palavras: sorte e eficácia.
Apresentado um 11 com muito trabalho e algum talento, Ronald Koeman baralhou Rafa Benitez. Apresentando Robert, Simão, Nuno Gomes e Geovanni na frente, secundados por Beto e Manuel Fernandes, o holandês apostou em segurar Warnock e especialmente Finnan, uma vez que Riise não pôde jogar por castigo.
Rafa Benitez apresentou uma defesa remendada, um meio-campo de combate, extremos combativos e uma dupla de pontas-de-lança que pode prometer muito em palavras, mas peca por golos, especialmente Fernando Morientes, a acabar uma carreira nalguns pontos fantástica, mas noutros com a calmaria, vagareza e falta e lucidez como as de ontem.
Após o pressing inicial dos reds de Liverpool, o Benfica começou a assentar o jogo na sua base italiana que Trap tão bem ensinou o ano passado e os contra-ataques começaram a sair. Geovanni atirou à barra, para depois Simão fazer aquilo a Reina que Peçanha, do Paços de Ferreira não o deixou fazer na Luz, em Janeiro.
Ao ver-se a perder, Rafa Benitez demorou tempo a actuar. Relembrando ou baseando-se em algumas das teorias de Koeman, continuou a optar pelo jogo directo para a cabeça de Crouch, fiando-se numa segunda bola ou num ressalto para empatar a partida antes do intervalo.
Puro engano! O espanhol continuou no mesmo erro e apostou em Cissé para extremo-direito, efectuando um verdadeiro erro de casting, já que Koeman optou por Ricardo Rocha para colmatar algum possível "killer instinct" do francês.
Optando por um reforço do meio-campo com Karagounis, favorecendo o controle e posse de bola, o Benfica voltou a pôr em sentido um Anfield Road que já ouvia os cânticos dos adeptos do Benfica.
A estocada final dada por Miccoli não possibilitou sequer que o ex-campeão europeu (já se pode falar assim???) pudesse marcar um golo sequer a uma equipa que o treinador espanhol desprezou sempre desde o início da eliminatória.
FUTURO:
O Benfica segue agora para os quartos-de-final, e como dizia um adepto no dia de ontem, "no lugar que merece, que é nos 8 melhores da Europa!".
Pode apanhar um adversário poderoso como um Barça ou um Milan, mas se calhar um Arsenal, um Lyon ou um Villareal, já sabem que o menosprezo é fatal e pode ser uma arma contra. E além disso o factor sorte até pode ditar a mesma sorte que o FC Porto de Mourinho teve. É certo que Mourinho não treina o Benfica, mas os jogadores que o Benfica tem actualmente, também não são os mesmo que o FC Porto tinha na altura. E lá dentro, são 11 contra 11...
Publicado por Danielovsky às March 9, 2006 11:18 PM