« É o próprio que o diz... | Entrada | Erros... »
January 24, 2005
O mártir
Giovanni Trapattoni veio para o Benfica com a missão de acabar com o trabalho de José António Camacho.
Após a vitória o ano passado na Taça de Portugal, o Benfica aspirou mais uma vez a vencer o campeonato, mantendo uma estrutura base que lhe permita alcançar tão almejado título.
Com a vinda de Trapattoni (impedido pela idade de treinar em Itália), logo vieram os arautos da desgraça a dizer que o treinador italiano só se preocupava em defender e arriscava pouco no ataque.
No entanto, as pessoas esquecem-se que Tiago saíu do Benfica em litígio, Ricardo Rocha queria ir para a Real Sociedad no início da pré-época e havia jogadores que não aceitavam da melhor maneira a presença de José Veiga no balneário da equipa encarnada. Existem constantemente juras de jogadores que José Veiga é a melhor pessoa para o Benfica, mas esses jogadores são representados por Jorge Mendes, que é só o principal "rival" de Veiga.
Vieram jogadores de qualidade duvidosa que dificilmente trariam uma mais-valia à equipa do Benfica. Exemplos claros são Everson, Dos Santos e Carlitos.
Começou o campeonato e o Benfica com a sua equipa natural venceu os 4 primeiros jogos, podendo até ter aproveitado uma vantagem sobre os seus mais directos adversários.
Miguel lesionou-se, Nuno Gomes também, e Petit ia alternando o departamento médico com o onze, mas o mérito do Benfica ter vencido em Guimarães, em Aveiro e em Coimbra nas primeiras cinco jornadas nunca foi atribuído a Trapattoni, mas sim a exemplos de entrega e momentos de inspiração de Simão e outros.
Veio o Porto e começaram as lesões que afectam uma equipa que tem 11 bons jogadores, mas que os seus substitutos não conseguem compensar da melhor maneira.
O Benfica não conseguiu manter a mesma bitola e viu-se a perder jogos e a perder pontos para os seus adversários, não deixando contudo de manter-se perto dos seus rivais, devido ao atípico campeonato que existe este ano.
Giovanni Trapattoni procurou jogar com o plantel que tem e a mais não é obrigado.
O maior problema de Trapattoni é o facto de ter 65 anos e de não haver clubes em Itália (o seu mercado) que o possam ter.
Só assim se percebe que a "velha raposa" não conteste o facto de Sokota estar na equipa B, de Moreira ser obrigado a ir para o banco, de ter sempre Giovanni a jogar e de não apostar em mais jovens da equipa B.
Trapattoni também não tem culpa que os jogadores exerçam o simples poder de correrem e de terem a missão de ganhar os jogos. Se os jogadores não quiserem correr, o que pode o treinador do actual Benfica fazer?
P.S.1 - Esqueci-me de referir o jogo de Bruxelas, já que um dia antes, veio a saber-se que os jogadores não tinham ganho o prémio da conquista da Taça.
P.S.2 - Nuno Assis e André Luis não são as contratações que fazem falta ao Benfica.
P.S.3 - Trapattoni tem 65 anos de vida e 45 de futebol. Não precisa de levar assobiadelas de incultos que vão à bola assobiar uma equipa que ainda tem legítimas aspirações ao título e que depende só dela para ser campeã.
Publicado por Danielovsky às January 24, 2005 10:40 PM