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October 22, 2004
4 pontos ainda sobre o Benfica - FC Porto
Sinto-me na incumbência de dar também o meu ponto de vista sobre o Benfica - FC Porto do último domingo, respondendo desta forma a Miguel Sousa Tavares. Eu sei que é tarde, mas a internet e o trabalho não me deram tempo, por isso cá vai.
1. O RESULTADO
O resultado não é justo, de forma nenhuma. Nem seria justo o empate, como argumenta MST. O FC Porto na primeira parte viveu da posse e troca de bola, mas não criou situações de perigo à baliza do Benfica. Viveu de um remate inesperado de McCarthy (que não marca mais nenhum igual nos próximos 20 anos...) e pouco mais. O golo que Baía sofre (mais um para juntar à coleccção daquele que é considerado o melhor guarda-redes da Europa...) é possível de ser visto à primeira vez, mas com a ajuda das câmaras é melhor e mais "leal". Na segunda parte, o único FC Porto que houve foi um contra-ataque feito por Quaresma no lado esquerdo e que Maniche fez o favor de falhar escandalosamente, já que o Benfica atacou mais, nem sempre melhor e Olegário Benquerença fez o resto juntamente com os auxiliares (esses sim... os que estão a passar incólumes a este chorrilho de incompetência que é passado SÓ ao líder da equipa de arbitragem). Portanto, o resultado justo (se bem que não há justiças no futebol...) seria a vitória do Benfica.
2. O ÁRBITRO
Já muito se falou de Olegário Benquerença, no entanto, e como referi acima, o principal responsável seria, na minha opinião, o fiscal de linha (ou árbitro auxiliar, que não auxiliou nada...) que não "conseguiu" ver dois penaltys e uma bola dentro da baliza. O árbitro é o chefe de uma equipa de arbitragem e como equipa que é, tem de funcionar no seu todo, senão não se chama equipa. São três pessoas que vão lá pelo gosto ao futebol e às despesas de deslocalização que a Liga lhes paga. N'O Jogo desta semana, Jorge Coroado (quem sabe se ainda com a azia...) escreve e escreve ao melhor estilo "octaviano" (de Octávio Machado) fazendo revelações de como Olegário Benquerença subiu no principal escalão dos árbitros de futebol. Coroado deve saber bastante do assunto, porque também foi árbitro e internacional, pelo que é o protótipo de quem não deve ter remorsos ou que foi alguém que também soube escolher bem o seu caminho...
P.S. MST não deve ter visto o mesmo jogo. Ou melhor, viu-o, como sempre vê, impregnado com a cor azul esbatida nos seus olhos, para dizer que o árbitro quando apitava, era sempre contra o FC Porto. Critérios...
3. ORGANIZAÇÃO DO JOGO
A questão de haver lugares, bilhetes e consequentes rábulas afectas ao jogo fizeram com que MST divulgasse uma conversa que tinha tido e que sabia que o ambiente antes do jogo tinha sido minado por José Veiga (o seu novo ódio de estimação). Eu também não tenho dúvidas de que José Veiga tenha minado o ambiente antes do jogo com a rábula dos bilhetes, mas também é certo que os SuperDragões não tinham só 2000 bilhetes, como eles brilhantemente reclamaram perante as câmaras de televisão que lhes deram tempo de antena como NÃO se vê na Europa civilizada.
A questão de segurança prende-se com o facto de quando as claques do Benfica ou do Sporting iam ao antigo Estádio das Antas, também eram encaminhadas por ruas estreitas, onde de um lado estavam situados bares, sendo um ponto fulcral para a prática de arremesso de garrafas de vidro de Sagres e Superbock, havendo até campeonatos entre os adeptos do FC Porto, sobre quem fazia mais pontos na cabeça dos "mouros". A comunicação social também é culpada, porque as reportagens que fizeram este fim de semana sobre a chegada dos SD à Luz, não as fizeram e não as fazem quando existe o inverso.
Se é certo que a rábula dos bilhetes foi incorrecta por parte de um clube como o Benfica, também é certo que a Liga sacode a água do capote, ao permitir nas suas Assembleias a anarquia total e completa por parte dos clubes, que decidem tudo e não decidem nada. Com uma entidade reguladora que devia ser a Liga, tal não aconteceu e quem pagou foram os adeptos de ambos os lados da barricada.
4. O SHOW PRIVADO DE VEIGA E VIEIRA
Por alguma razão, a palavra "privado" está entre comas, devido ao comportamento de uma adepta banal do FC Porto, que as revistas e a imprensa decidiram dedicar mais tempo de antena. É lógico que a conversa sobre champagne era desnecessária, bem como toda a anarquia reinante que se viveu num conferência de imprensa que devia estar bem organizada por uma central de comunicação que deve estar a ser bem paga pela direcção do Benfica. As próprias calinadas de cada interveniente mostram bem a formação dos três senhores. Para além da posição de Veiga no Benfica ser o trampolim para a tentativa de presidir ao FC Porto (seu eterno sonho), não percebo como é que a maioria das pessoas no Benfica continuam com o medo de se revoltarem contra as opções de uma pessoa que teve 90% dos votos nas últimas eleições para Presidente. Não percebo é onde MST vê no Benfica uma equipa que orgulha Portugal, ou que orglhava, quando as suas prosas semanais visam o rebaixamento da maior instituição desportiva portuguesa.
São os critérios de um jornalista que tem assento em diversos ramos da comunicação social, que vai desde A Bola, Público, Diário Económico e TVI. Está explicado o fenómeno "Luís Delgado" adaptado ao FC Porto.
Publicado por Danielovsky às October 22, 2004 01:39 PM